A Itaúsa só volta a comprar empresas novas quando a economia crescer, a tensão geopolítica diminuir e os juros caírem no Brasil, disse o CEO Alfredo Setúbal nesta terça-feira (6). A holding não faz uma aquisição desse tipo desde o fim de 2022.
Com certeza nós voltaremos a campo para fazer novos investimentos.
A frase é de Alfredo Setúbal, CEO da Itaúsa, em entrevista à CNN Money nesta terça-feira (6). Segundo ele, a holding está mais conservadora e prefere investir onde já conhece o negócio.
A Itaúsa tem cerca de 970 mil acionistas pessoa física e fez, em 2026, aportes de R$ 1,3 bilhão só dentro do próprio portfólio: R$ 1,2 bilhão na Aegea e R$ 100 milhões na Alpargatas.
Quase 4 anos sem comprar uma empresa nova de fora do portfólio mostra o quanto o custo alto do crédito represou as fusões e aquisições até numa das maiores holdings do país.
A disciplina de capital já apareceu neste ano: a Itaúsa desistiu da disputa por 30% da Copasa, companhia de saneamento de Minas Gerais, mesmo tendo apresentado oferta pela fatia em maio.
O que explica a cautela
O lucro da Itaúsa no 2º trimestre de 2026 foi de R$ 4,3 bilhões, alta de 7% sobre o ano anterior. Mesmo com caixa saudável, Setúbal citou os juros altos como freio às novas aquisições.
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O corte é lento: a Selic pode cair a 13,75% na próxima decisão do Copom.
O ambiente de mercado mudou nas últimas semanas: a Bolsa bateu 206 mil pontos e o dólar caiu a R$ 5 depois do 1º turno da eleição.
O que acontece agora
Setúbal não deu prazo para a retomada dos investimentos fora do portfólio. A Itaúsa segue monitorando o cenário de juros e o resultado do 2º turno da eleição presidencial, em 25 de outubro.





























