Sandro Tonali, contratado pelo Tottenham junto ao Newcastle por cerca de R$ 720 milhões, tornou-se o jogador italiano mais caro da história. Ele virou alvo de críticas após atuação discreta na derrota da Itália por 2 a 0 para a Bélgica.
A queda aconteceu na estreia de Roberto Mancini no comando da seleção italiana, cargo que ele já ocupou entre 2018 e 2023. Tonali foi titular no meio-campo e recebeu avaliações negativas da imprensa italiana.
A Federação Italiana havia sondado Carlo Ancelotti, que optou por seguir no comando do Brasil, antes de escolher Mancini para o novo ciclo.
"Mister 100 milhões não voa mais: por dentro da crise de Tonali", publicou a Gazzetta dello Sport. O jornal diz que o meio-campista deveria liderar a seleção, mas está "esvaziado no momento mais delicado" da carreira.
O momento no clube ajuda a explicar a cobrança. O Tottenham já vinha sob pressão antes da chegada de Tonali render, e ocupa a lanterna do Campeonato Inglês, com dois pontos e nenhuma vitória na competição.
Tonali deixou justamente o Newcastle, clube inglês do noroeste do país.
É o mesmo time de onde saiu o brasileiro Bruno Guimarães, negociado com o Arsenal neste ano.
A cobrança sobre Tonali não é inédita. Em outubro de 2023, a Federação Italiana o baniu por 10 meses do futebol profissional por apostar em plataformas de jogo ilegal, recém-vendido pelo Milan ao Newcastle por € 70 milhões.
A punição o tirou do restante da temporada 2023-24 e o deixaria fora da Eurocopa de 2024. Segundo o empresário, Tonali sofre de vício em apostas e cumpriu tratamento e palestras sobre a experiência.
Ele não foi o único: o meio-campista Nicolo Fagioli recebeu pena de 7 meses por violações parecidas, no mesmo escândalo de apostas que abalou o futebol italiano.
O italiano mais caro da história do futebol nacional estreou sob pressão dupla: a de justificar o valor pago e a de resgatar uma seleção que trocou de técnico mais uma vez.





























