O consultor político Abel Lumer afirmou que Lula precisa mudar de estratégia nas três semanas que restam até o segundo turno para virar nas pesquisas. Segundo ele, parte dos votos de candidatos menores e de Zema no primeiro turno migra mais para Flávio do que para o petista.
Votos de candidatos menores migram para Flávio
Lumer disse que esse padrão aparece nas pesquisas sobre o segundo turno. Em suas palavras:
"Os votos dados Cacaiado, Arrenã, aquela minoria dada para o Zema, eles têm de emigrar mais ou menos para o Flávio e não para o Lula. Isso também é um fato muito bem colocado nas pesquisas", disse o consultor.
"Então o Lula tem que mudar a estratégia. Ele tem que ir para um eleitor que ele perdeu", completou.
A distância entre o discurso e o eleitor médio
Lumer afirmou que Lula perdeu apoio em mais de uma frente, o que teria afastado o candidato do eleitor médio brasileiro. Disse o consultor:
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"O Lula perdeu a Esquerda, o Lolo dos Anos, vem perdendo o Chão de Fábio, que se voltou muito para as causas de dentistárias e com isso se afastou o ínto do eleitor médio brasileiro."
"Então tem uma adicionância entre o discurso e a realidade do eleitor brasileiro, que o Lula e o PT vão ter que tentar resolver nessas três semanas de segundo turno", completou.
O consultor também criticou o teor do discurso mais recente do presidente. "Se mantiverem as estratégias, se mantiverem o mesmo discurso, inclusive o discurso feito ontem pelo Lula deve ter sido muito preocupante para o campo progressista, porque ele continuou com o meio tom", afirmou.
Para Lumer, se a dinâmica da campanha não mudar, o quadro não se reverte: "E se essa fotônica da campanha no segundo turno não há como virar."
Na avaliação do consultor, repetir os mesmos métodos não muda o resultado: "E se estima os mesmos, nas mesmas métodos, na mesma estratégia, esperando resultados diferentes."
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Para o consultor, a saída depende de abrir diálogo com setores que o governo não conseguiu alcançar nos últimos quatro anos.
"Abrir um diálogo em setores da sociedade que ele não conseguiu dialogar ao longo dos últimos quatro anos, ele vai conseguir reverter. Uma tarefa muito difícil, mas tratando de Lula", disse Lumer.
Ele completou: "E sentado na cadeira do presidente, não dá para firmar com uma tarefa impossível."





























