A Polícia Civil da Bahia prendeu sete pessoas nesta quarta-feira (7) na Operação Leakage, deflagrada contra um grupo suspeito de comprar grandes cargas de drogas no Paraguai para distribuir em Salvador. A ação cumpre 37 mandados de busca e 14 de prisão.

Os mandados são cumpridos em Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana, na Bahia, além de Cascavel, no Paraná. Cerca de 130 policiais participam da ação.

Segundo a Polícia Civil, a droga era comprada em grandes quantidades no Paraguai e levada para o Paraná. De lá, os entorpecentes eram transportados para Salvador e para municípios do interior da Bahia.

A corporação afirma que o grupo tinha estrutura organizada, do transporte ao armazenamento e distribuição das drogas. Por isso, a Polícia Civil pediu à Justiça o bloqueio de até R$ 25 milhões dos investigados e o sequestro de 11 veículos usados no esquema.

Uma base de tráfico identificada em Juiz de Fora (MG) em setembro movimentava R$ 70 milhões, outro caso recente de grande fluxo financeiro ligado ao narcotráfico no país.

O caso reforça como o narcotráfico usa rotas de longa distância, do Paraguai ao Nordeste, passando pelo Sul, para dificultar o rastreamento.

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As apurações também identificaram grupos que teriam surgido a partir da organização investigada, além de pessoas responsáveis por receber e distribuir os entorpecentes em diferentes cidades da Bahia.

Não é a primeira vez que a Bahia aparece nesse tipo de rota. Em julho, a Polícia Civil já havia mirado uma rede de tráfico de maconha que também passava por Minas Gerais e Mato Grosso.

O tipo de apreensão não é incomum no país. Em setembro, a PRF já havia encontrado 5,2 toneladas de maconha escondidas em carga de milho no Mato Grosso do Sul, outra rota usada pelo tráfico.

Comércio ilegal de armas também é investigado

Além do tráfico, os investigadores encontraram indícios de comércio ilegal de armas de fogo no grupo. A apuração é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), com apoio de outras equipes da Polícia Civil baiana e das polícias do Paraná.

O que acontece agora

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito e identificar outras pessoas que possam integrar a rede.