A Justiça de São Paulo converteu em preventiva a prisão do DJ Daniel Santana de Jesus, o Dani Brasil, neste sábado (10), um dia depois de ele atropelar e matar um morador de rua em Santo Amaro, na zona sul da capital paulista.
A vítima, Carlos Alberto Minotti, 57 anos, dormia na rua quando foi atingida pelo carro na sexta-feira (9) e chegou a ser arrastada por mais de 400 metros, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
De acordo com a SSP-SP, o DJ dirigia uma BMW pela Avenida Padre José Maria por volta das 6h, na contramão, quando desobedeceu a uma ordem de parada da Polícia Militar e fugiu.
Durante a fuga, atropelou a vítima e seguiu até o interior de um clube na Rua Humboldt, onde câmeras de segurança flagraram o momento em que arrombou o portão. Depois, saltou em direção a uma piscina para despistar os policiais, mas foi preso em flagrante.
O teste do bafômetro deu positivo para álcool. Daniel foi indiciado por homicídio doloso, desobediência e embriaguez ao volante, com a ocorrência registrada na 11ª Delegacia de Polícia, em Santo Amaro.
O que diz a defesa
O advogado Renato Martins, responsável pela defesa do DJ, afirma que o cliente teve um "surto hipnótico" depois de misturar álcool com zolpidem, remédio controlado para insônia.
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Segundo a defesa, Daniel estava em casa, no Morumbi, triste com a morte do próprio cachorro, quando ingeriu a bebida e tomou o remédio antes de se deitar. O músico havia publicado um vídeo nas redes sociais seis dias antes dizendo sentir saudade do animal.
Ele não se lembra do que aconteceu. Só lembra de ter um ataque de pânico no carro.
O advogado diz que Daniel está "consternado" com a morte de Carlos e que a família quer indenizar os familiares. A defesa também vai alegar inimputabilidade, condição em que a pessoa não é responsabilizada por não entender a ilegalidade do próprio ato.
O que acontece agora
Com a prisão convertida em preventiva, Daniel segue detido enquanto o inquérito corre na 11ª DP. A TV Sim Brasil já havia noticiado o atropelamento no dia seguinte ao crime, antes da conversão da prisão e da tese de defesa apresentada neste sábado.
A alegação de embriaguez ao volante remete a uma fiscalização que a PRF já vinha reforçando em rodovias paulistas: a corporação intensificou o combate à embriaguez ao volante em operações recentes no estado.
Fora das estradas, a Lei Seca também passou por mudanças recentes no teste do bafômetro, parte do esforço para identificar motoristas embriagados antes de um acidente.































