O conselheiro Marcelo Portugal Gouvêa oficializou nesta terça-feira (6) a candidatura à presidência do São Paulo pela chapa de oposição "São Paulo de Volta". Advogado de 44 anos, ele promete auditoria e reforma administrativa para enfrentar a crise financeira do clube.
"É a maior missão da minha vida", disse Gouvêa no lançamento da chapa, em evento que reuniu apoiadores, conselheiros, ex-jogadores e torcedores.
"Estamos em um dos dois piores momentos, só 1935 pode ser comparado a hoje. Crise institucional, financeira e desportiva. Impeachment, renúncia, acusação e expulsão do clube. Tudo em um ano", afirmou o candidato.
Segundo Gouvêa, a dívida do São Paulo já ultrapassa R$ 1 bilhão e dobrou desde 2021, com peso maior em obrigações de curto prazo. Ele chamou a situação de reversível, mas classificou a eleição como a última chance do clube.
Entre as propostas, o candidato prometeu auditoria nos 100 primeiros dias de gestão, contratação de CEO e executivos de mercado e cumprimento do orçamento anual. Ele também quer reformular o marketing, com um setor dedicado a patrocínios e receitas, e vender menos jogadores de Cotia.
Gouvêa é filho de Marcelo Figueiredo Portugal Gouvêa, que presidiu o São Paulo entre 2002 e 2006. Ele próprio foi eleito conselheiro em 2008 e se tornou vitalício em 2014.
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A crise financeira já tem efeito dentro de campo.
O clube já havia sofrido o segundo transfer ban da temporada, por dívida de US$ 300 mil com agentes do meio-campista Galoppo.
Nesta terça, a Fifa incluiu uma cláusula que pode descontar até 6 pontos do São Paulo no Brasileirão. O clube tem até 2 de dezembro para quitar o valor.
Com a punição máxima, o time cairia da 11ª para a 16ª posição, a um ponto do Z-4.
O Conselho chegou a aprovar um contrato de R$ 140 milhões com a Ticketmaster para tentar equacionar parte do problema.
Antes da disputa pela Presidência, os sócios do São Paulo decidem em Assembleia Geral os próximos conselheiros eleitos. São esses conselheiros, ao lado dos vitalícios, que votam o próximo presidente do clube.
O que acontece agora
O Conselho Deliberativo do São Paulo tem até 260 vagas: 100 eleitas e 160 vitalícias, das quais 152 já ocupadas. Cinco grupos formam a situação atual do clube, somando 133 conselheiros, entre eles Vanguarda, Legião e Participação.
A chapa de Gouvêa entra como oposição a esse bloco. A data da eleição para presidente depende do calendário de renovação do Conselho.





























