As exportações de tabaco brasileiro estão enfrentando sérios desafios devido às sobretaxas impostas pelos Estados Unidos. De acordo com o SindiTabaco, essas tarifas adicionais têm impactado a competitividade do produto nacional, o que pode resultar em uma queda significativa nas exportações do setor até 2026.
Impactos das tarifas
A entidade afirmou que as sobretaxas influenciam diretamente os contratos, o planejamento industrial e a renda dos produtores. Historicamente, os Estados Unidos representam cerca de 9% das exportações brasileiras de tabaco, um mercado importante para o setor.
Previsão de queda nas exportações
O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, expressou preocupação com a situação atual. Ele destacou que, dada a atual conjuntura, as exportações de tabaco devem voltar ao patamar médio dos últimos cinco anos, em torno de US$ 2,6 bilhões, muito abaixo do recorde de aproximadamente US$ 3,4 bilhões alcançado em 2025.
Dados de exportação
Segundo dados do MDIC/Secex, as exportações brasileiras de tabaco para os EUA totalizaram US$ 195,3 milhões em 2025, representando uma queda de 23,4% em comparação aos US$ 255 milhões registrados em 2024. No primeiro semestre de 2026, os embarques foram de US$ 88,8 milhões, uma redução de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Mercados de destino
Apesar dos desafios, os Estados Unidos continuam sendo um dos principais destinos do tabaco brasileiro, ao lado de países como Bélgica, China, Indonésia, Vietnã e Turquia. No entanto, a concorrência global está se intensificando, especialmente após o recorde de exportações brasileiras em 2025.
Queda geral nas exportações
De forma geral, as exportações de tabaco no primeiro semestre de 2026 caíram 15,94% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 173,6 mil toneladas. Em termos de receita, o total foi de US$ 1,07 bilhão, o que representa uma diminuição de 21,42% na comparação interanual.




