Uma recente pesquisa BTG/Nexus revela que a posição ocupada pelos eleitores no mercado de trabalho influencia diretamente sua percepção sobre quem é mais capacitado para gerar empregos no Brasil. Os dados divulgados mostram que os trabalhadores com carteira assinada tendem a apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL), enquanto os desempregados e os informais preferem o presidente Lula (PT).

Resultados da pesquisa

De acordo com a pesquisa, no total do eleitorado, Lula e Flávio aparecem em um empate técnico: 46% dos entrevistados acreditam que o atual presidente é o mais apto a gerar empregos, enquanto 44% optam por Flávio. Outros 6% acreditam que nenhum deles tem essa capacidade, 1% diz que ambos podem, e 2% não souberam ou não responderam. A margem de erro do estudo é de dois pontos percentuais.

Divisão por situação no mercado de trabalho

Quando analisados os dados segundo a situação profissional dos entrevistados, as opiniões se dividem significativamente. Entre os trabalhadores com vínculo formal, Flávio Bolsonaro se destaca com 51%, enquanto Lula recebe 39% das preferências, uma vantagem de 12 pontos para o senador. Já entre os desempregados, Lula conquista 55% das intenções de voto, contra 41% de Flávio, o que representa uma diferença de 14 pontos.

Preferência dos trabalhadores informais

Entre os trabalhadores informais e autônomos, a situação também favorece Lula, que é visto como mais capacitado por 47% dos entrevistados, em comparação a 41% que optam por Flávio. Entre aqueles que não estão na força de trabalho, como estudantes e aposentados, a vantagem de Lula aumenta ainda mais: 53% o consideram o mais preparado, contra 38% para Flávio.

Expectativas e políticas de emprego

Esses resultados desafiam a percepção comum de que os trabalhadores sob o regime CLT seriam mais favoráveis às políticas de emprego do governo atual, enquanto os informais tenderiam a apoiar a oposição. A pesquisa reforça a necessidade do governo Lula de aprovar mudanças na legislação trabalhista, como o fim da jornada 6x1, que beneficiaria os trabalhadores formais.

Próximos passos no Senado

Atualmente, essa proposta está pendente de análise no Senado Federal. O presidente da casa, Davi Alcolumbre (UB-AP), tem demonstrado resistência em avançar com a medida, ao contrário do que ocorreu na Câmara dos Deputados, onde a proposta já foi aprovada sob a liderança de Hugo Motta (Republicanos-PB).