Autoridades parlamentares e representantes do setor de seguros se reuniram em Brasília, no dia 14, para discutir a ampliação do seguro rural, uma medida que visa minimizar os custos fiscais com as recorrentes renegociações de dívidas do agronegócio. O evento, intitulado "O Seguro Rural que o Brasil Precisa", foi promovido pela consultoria Meridiana.
Necessidade de Modernização
No encontro, os participantes enfatizaram que o modelo atual de gestão de riscos agrícolas no Brasil precisa ser modernizado. Isso é crucial para enfrentar os impactos mais frequentes de eventos climáticos extremos, que têm afetado a produção agrícola.
Custo Benefício
Os debatedores sugeriram que ampliar a cobertura do seguro rural seria menos oneroso para o governo do que as constantes renegociações de dívidas que ocorrem após perdas nas lavouras. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) destacou a importância de fortalecer a cultura do seguro entre os agricultores.
Fortalecimento da Cultura do Seguro
A senadora afirmou que é necessário diversificar as modalidades de seguro disponíveis. "Temos que trabalhar o nosso agricultor para que ele tenha a cultura do seguro, que não deve se restringir apenas ao seguro climático, mas também incluir seguros de renda e paramétricos", declarou.
Recursos Insuficientes
Tereza Cristina também questionou o orçamento destinado à política de seguro rural, afirmando que o valor de R$ 1 bilhão é insuficiente para um setor que representa cerca de 30% do PIB do Brasil.
Visão de Longo Prazo
Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, ressaltou que o seguro rural se tornou uma ferramenta fundamental para a sustentabilidade econômica do agronegócio. Ele argumentou que expandir o seguro rural é mais econômico para o Tesouro do que continuar com renegociações de dívidas agrícolas.
Projeto de Lei em Andamento
O deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, também defendeu a necessidade de criar uma cultura de proteção no campo. Ele mencionou a importância da aprovação do Projeto de Lei nº 2.951/2024, que visa reformular o seguro rural e está atualmente no Senado, aguardando votação final.
O evento também abordou propostas para melhorar a gestão de riscos, diversificar produtos de seguro e incentivar o uso de tecnologias, além de incorporar experiências internacionais para fortalecer a proteção da agropecuária diante das mudanças climáticas.




