Os responsáveis por um recém-nascido de 28 dias, que foi internado no Hospital Padre Júlio Maria, em Manhumirim, foram autuados por tentativa de homicídio. A confirmação foi dada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (10), após o casal ser levado à Delegacia de Plantão.

Investigação em andamento

Após a prisão em flagrante, o delegado ratificou as acusações, e os dois foram enviados ao sistema prisional. A delegacia local dará seguimento à investigação para apurar todos os detalhes e circunstâncias que cercam o caso.

Exames e lesões

Um médico-legista da Polícia Civil realizará um exame de corpo de delito no bebê para documentar oficialmente as lesões apresentadas. Os peritos da polícia também compareceram ao hospital no dia em que a criança foi atendida, dada a gravidade do estado de saúde do recém-nascido.

Como o bebê chegou ao hospital

Curiosamente, o bebê foi levado ao hospital por uma conhecida da mãe, e não pelos próprios pais. A mulher, que havia feito amizade recente com a mãe da criança, notou que o bebê estava mal agasalhado e, após diversas interações, acabou levando mãe e filho ao hospital quando a mãe demonstrou preocupação com a saúde da criança.

Estado de saúde do recém-nascido

Ao chegar ao hospital, o recém-nascido apresentava um quadro alarmante, com baixa saturação de oxigênio e pesando apenas 2,3 quilos. Após receber assistência médica, o bebê reagiu e começou a chorar. No entanto, médicos encontraram várias lesões, incluindo uma mordida em um pé e arranhões nas costas, além de fraturas no fêmur e no úmero.

Consequências para a família

O Conselho Tutelar foi acionado e conseguiu encontrar uma tia do bebê, que assumiu temporariamente a representação legal para autorizar os procedimentos médicos necessários. A criança foi transferida para a UTI Neonatal do Hospital César Leite, em Manhuaçu, onde permanece internada.

Acompanhamento social

A família do bebê já era acompanhada por um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) em Manhuaçu. O órgão havia tentado estabelecer um plano de acompanhamento, mas a mãe interrompeu as visitas. Há indícios de que a filha mais velha da mulher também apresentou sinais de maus-tratos, levando o CRAS a acionar o Conselho Tutelar.