O mercado de ouro enfrentou uma forte queda nesta quarta-feira, 8, voltando ao nível de US$ 4 mil por onça-troy. Essa movimentação se deu em meio ao aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, o que também elevou os preços do petróleo e gerou preocupações sobre a inflação.
Queda nos preços do ouro e da prata
Na bolsa de Nova York, na Comex, o ouro para agosto encerrou com uma desvalorização de 1,80%, atingindo a marca de US$ 4.082,4 por onça-troy. A prata para setembro também sofreu perdas, recuando 4,55%, com o preço fixado em US$ 58,540 por onça-troy.
Impacto da política americana
A acentuação das perdas nos metais preciosos foi influenciada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou o fim do acordo provisório com o Irã. Durante uma cúpula da OTAN, Trump destacou a possibilidade de um grande ataque aos iranianos, sem confirmar a intenção de fazer um novo acordo. Como resposta, o Irã ameaçou bloquear o Estreito de Ormuz.
Apostas em juros altos
Com a alta dos preços do petróleo, o mercado passou a aumentar as expectativas de um aumento nas taxas de juros em setembro, conforme indicado pelas análises do CME Group. O Bank of America informou que um endurecimento da política monetária nos EUA e a valorização do dólar têm pressionado os preços dos metais preciosos.
Projeções de preço do ouro
Diante de um cenário de Fed hawkish, o Bank of America revisou suas previsões para o ouro, reduzindo-as em 14%, com uma expectativa de preço médio de US$ 4.360 em 2026. O banco ainda acredita que o patamar de US$ 5.000 pode ser alcançado após o término do ciclo de aperto monetário. Para 2027, a previsão é que o preço do ouro suba para US$ 4.813, caso os aumentos de juros sejam suspensos.
Compras do Banco Popular da China
Além disso, o Société Générale informou que o Banco Popular da China (PBoC) aumentou suas compras de ouro pelo 20º mês consecutivo em junho, marcando a maior adição mensal desde outubro de 2023. O PBoC aproveitou a recente queda nos preços do metal para diversificar seus ativos, além dos denominados em dólares americanos.




