O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MP-DFT) ajuizou uma ação civil pública na quarta-feira, 8 de julho de 2026, contra a influenciadora Virginia Fonseca e a empresa Foggo Entertainment Ltda., responsável pela plataforma de apostas Blaze. A ação foi desencadeada após o recebimento de mais de 42.000 reclamações de usuários, que relataram problemas como retenção de valores e bloqueio de contas.
Investigação sobre práticas abusivas
A investigação que culminou na ação foi iniciada em 19 de junho de 2026 e visa apurar a conformidade da Blaze com as regulamentações vigentes, além de possíveis condutas abusivas. O MP-DFT investiga alegações de retenção indevida de valores, bloqueios arbitrários, cláusulas contratuais abusivas, exigências desproporcionais para liberação de bônus e até indícios de publicidade enganosa.
Possíveis danos e medidas iniciais
A ação civil pode resultar em uma multa de até R$ 120 milhões por danos morais coletivos. Como primeira medida, a Promotoria de Defesa dos Direitos do Consumidor (Prodecon) solicitou relatórios do site Reclame Aqui dos últimos 12 meses, para verificar o índice de reclamações, soluções apresentadas e avaliações da plataforma.
Documentação requerida
A Blaze foi intimada a fornecer informações detalhadas sobre os procedimentos de abertura, manutenção, bloqueio e encerramento de contas de usuários, além de documentos sobre suas políticas de bônus e promoções. Informações sobre valores retidos e justificativas para restrições também foram requisitadas.
Publicidade e influenciadores digitais
A investigação também abrange as estratégias de marketing utilizadas pela Blaze. O MP-DFT pediu cópias dos contratos firmados com influenciadores, incluindo Virginia Fonseca, Neymar Jr., Lucas Lira e Bruna Unaik, para analisar se a publicidade associava apostas online a ganhos financeiros ou complementação de renda.
Situação de Virginia e Neymar
No contexto da ação, Virginia Fonseca é citada como ré, enquanto Neymar Jr. não é réu, embora sua inclusão se deva à análise dos contratos de publicidade da plataforma. A equipe de reportagem do Poder360 contatou as assessorias de Virginia e da Blaze, aguardando retorno para atualizações sobre o caso.




