O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou uma desaceleração na inflação em junho, registrando uma alta de apenas 0,16%. Este número é consideravelmente inferior aos 0,58% observados em maio. Os alimentos e bebidas, em particular, tiveram um desempenho negativo, com uma deflação de 0,24% em comparação com o aumento de 1,3% do mês anterior.

Alimentos que mais subiram

Dentre os alimentos que mais se valorizaram em junho, o pepino se destacou com um aumento de 19,14%, seguido pelo morango, que subiu 10,98%. O feijão-carioca também teve um aumento significativo de 8,31%, enquanto o feijão-preto e a manga subiram 7,86% e 5,53%, respectivamente. Segundo o IBGE, essa alta é atribuída à menor oferta de produtos, devido a questões climáticas e a sazonalidade das lavouras.

Alimentos que mais caíram

Por outro lado, os alimentos que mais apresentaram queda em seus preços foram o açaí, com uma redução de 14,41%, seguido pela laranja, que desvalorizou 13,51%. A melancia também registrou uma queda significativa de 8,37%. A melhoria na oferta, especialmente de frutas, é a principal razão para essas diminuições.

Desempenho anual dos alimentos

Observando o desempenho dos alimentos ao longo do ano, o pepino lidera as altas, acumulando um impressionante aumento de 155,47%. Outros produtos que tiveram altas expressivas incluem a cenoura (103,14%), o tomate (82,41%) e a batata-inglesa (82,11%). No entanto, alguns alimentos se destacaram pela queda de preços, como o abacate, que ficou 41,3% mais barato, e a laranja-baía, que teve uma queda de 32,81%.

Impacto na alimentação fora de casa

A alimentação em domicílio teve uma queda de 0,39% em junho, em contraste com a alta de 1,65% em maio. Já os preços de refeições fora de casa também desaceleraram, passando de 0,49% em maio para apenas 0,15% em junho. O lanche, por sua vez, caiu de 0,49% para 0,13% no mesmo período.

Conclusão

Esses dados revelam um cenário de alívio para os consumidores, que enfrentam uma inflação mais amena, especialmente em relação aos preços dos alimentos. A continuidade dessa tendência depende da melhora nas condições climáticas e na oferta de produtos agrícolas.