O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou nesta quinta-feira (9.jul.2026) que uma nova reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) ocorrerá na próxima terça-feira (14.jul.2026). O objetivo é deliberar sobre o aumento da mistura de etanol na gasolina, passando de 30% (E30) para 32% (E32).
Nova Data e Acordos
A nova data foi estabelecida após um entendimento entre Motta e os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Bruno Moretti (Planejamento). A reunião estava inicialmente agendada para quarta-feira (8.jul.), mas foi cancelada sem explicações claras do governo.
Negociações em Andamento
Em uma publicação na rede social X, Motta também comentou sobre as discussões em torno do Projeto de Lei Complementar (PLP) dos combustíveis. O governo federal reafirmou a intenção de eliminar o subsídio à gasolina, solicitando, no entanto, um prazo maior para implementar essa mudança.
Impacto dos Preços do Petróleo
De acordo com o presidente da Câmara, o adiamento da reunião foi motivado pela necessidade de observar a estabilização dos preços do petróleo no mercado internacional, que estão sendo impactados pelo aumento das tensões entre Irã e Estados Unidos.
Histórico de Adiamentos
O avanço para o E32 enfrenta atrasos há meses. O recente agendamento foi feito após três adiamentos que frustraram tanto o setor de biocombustíveis quanto membros da bancada do agronegócio. Inicialmente, a pauta estava prevista para a reunião de 7 de maio, que foi remarcada e depois cancelada devido a compromissos de viagem do ministro e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Diversas Suspensões
Uma nova reunião foi agendada para 24 de junho, mas foi suspensa na véspera por motivos de agenda, conforme informado pelo Ministério de Minas e Energia. O terceiro cancelamento ocorreu na quarta-feira (8.jul.), sem uma justificativa oficial, mas em meio a divergências internas.
Expectativas com a Aprovação
Com a aprovação do aumento, estima-se que o Brasil possa deixar de importar entre 450 milhões e 1 bilhão de litros de gasolina, o que ajudará a reduzir a dependência externa e a vulnerabilidade da balança comercial em um momento de incertezas no Oriente Médio.




