O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, manifestou sua indignação em relação à recente decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida, que terá início em 22 de julho, abrange a maioria dos produtos, com exceção de carnes e café.

Críticas às barreiras comerciais

Motta classificou essas tarifas como medidas unilaterais e protecionistas, que comprometem a economia, ameaçam empregos e prejudicam setores produtivos essenciais que sustentam o desenvolvimento e a renda no Brasil. Para ele, não existem justificativas técnicas ou comerciais que possam legitimar essa ação que, segundo ele, fere o livre comércio e a soberania do país.

Lei da Reciprocidade como defesa

O presidente da Câmara também comentou sobre a Lei da Reciprocidade Econômica, que foi aprovada em abril de 2025, ressaltando sua importância como um meio legítimo de defesa dos interesses brasileiros. Ele criticou o uso de barreiras comerciais como forma de pressão política e reafirmou a necessidade de um diálogo respeitoso entre as nações.

Acompanhamento das ações

Motta garantiu que a Câmara dos Deputados estará atenta aos desdobramentos dessa situação e se comprometeu a agir com responsabilidade e firmeza na defesa dos interesses do país. Ele enfatizou que o Brasil deve permanecer unido na proteção de seu setor produtivo, de seus exportadores e, principalmente, dos empregos dos brasileiros.

Reação do governo

Na mesma data, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, também se pronunciou, afirmando que o governo brasileiro continuará a lutar pelos interesses nacionais, utilizando os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade e buscando uma solução negociada para o impasse gerado pelas novas tarifas.

Nota oficial de Hugo Motta

A nota completa de Hugo Motta destaca sua posição contrária às tarifas e reafirma o compromisso da Câmara em garantir a proteção dos interesses brasileiros. Ele conclui declarando que o Parlamento brasileiro apoia o diálogo entre nações, mas não aceita ingerências que comprometam a soberania nacional.