O Ministério da Fazenda do Brasil considera que a implementação de novas tarifas pelos Estados Unidos não deverá trazer grandes repercussões para a economia nacional. Essa análise está contida no mais recente boletim Macrofiscal, divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) nesta quarta-feira (15).

Resiliência das exportações

Segundo o documento, as exportações brasileiras demonstraram uma certa resiliência, mesmo após o aumento das tarifas que ocorreu em agosto de 2025, com uma recuperação gradual observada desde novembro do mesmo ano.

O relatório indica que o mercado americano representou cerca de 11% das exportações brasileiras em 2025, o que equivale a menos de 2% do PIB antes do aumento tarifário. De acordo com a análise, o redirecionamento das vendas a outros mercados ajudou a compensar parte significativa da perda, resultando em um efeito direto limitado sobre a atividade econômica.

Medidas para mitigar impactos

Além da resiliência das exportações, o Ministério da Fazenda destaca que as novas tarifas, anunciadas em junho deste ano, ainda precisam de aprovação e incluem exceções para diversos produtos, o que deve manter o impacto geral em um patamar modesto.

O governo também implementou uma série de ações desde o ano passado para apoiar os setores mais vulneráveis, focando em crédito e diversificação de mercados. Essas medidas visam minimizar os efeitos adversos que podem persistir em determinados setores da economia.

Próximos passos

Os Estados Unidos têm até esta quarta-feira (15) para decidir sobre a imposição de tarifas de 25% recomendadas pelo USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) ao Brasil. O ministro Dario Durigan não descartou a possibilidade de o governo brasileiro lançar uma nova Medida Provisória de ajuda aos exportadores, semelhante à MP do Brasil Soberano, caso as novas tarifas sejam efetivamente aplicadas.