No primeiro trimestre de 2026, as mulheres que possuem negócios próprios receberam, em média, R$ 3.148,88, segundo dados do Sebrae. Este valor representa uma diferença de 22% em relação à remuneração média dos homens empreendedores, que foi de R$ 4.037,71.
Crescimento salarial das empreendedoras
Apesar da disparidade, o rendimento das mulheres empreendedoras apresentou um crescimento significativo de 40% em comparação ao mesmo período de 2021, quando o salário médio era de R$ 2.238,53. No entanto, considerando a inflação de 35% nesse intervalo, o aumento real foi apenas de 5% ao longo de cinco anos.
Salários dos homens empreendedores
Para os homens, o aumento no salário médio foi de 28%, passando de R$ 3.158,82 para R$ 4.037,71. Embora o crescimento tenha sido expressivo, ele não acompanhou a inflação, o que aponta um cenário de estagnação em termos de poder aquisitivo.
Carga horária e formação educacional
Além da diferença salarial, as mulheres empreendedoras dedicaram em média 35 horas semanais ao trabalho, o que é 14% a menos do que os homens, que trabalharam cerca de 40 horas por semana. Esse dado evidencia uma discrepância não apenas nos salários, mas também na carga horária trabalhada.
Nível educacional das empreendedoras
Em relação à formação educacional, 37,2% das mulheres empreendedoras tinham pelo menos o ensino superior incompleto, enquanto entre os homens esse percentual era de 21,9%. Além disso, apenas 1,3% das mulheres não tinham instrução formal, em comparação a 2,8% dos homens.
Setores de atuação
Mais da metade das empreendedoras, totalizando 58%, atuavam no setor de serviços no primeiro trimestre de 2026. Outros 23,1% estavam envolvidos no comércio e 11,6% na indústria. Por outro lado, apenas 0,9% das mulheres trabalhavam na construção, enquanto 18,9% dos homens estavam alocados nesse setor.




