A Justiça de Minas Gerais decidiu que a diarista Paola Stéfany Neto Cirino, de 30 anos, acusada de ser responsável pelo duplo latrocínio de um casal de idosos, não será julgada pelo Tribunal do Júri. A decisão foi proferida pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, da Comarca de Belo Horizonte, e divulgada na quinta-feira (9/7).

Natureza do Crime

Conforme a magistrada, o crime em questão é classificado como latrocínio, que é o roubo seguido de homicídio. Por essa razão, o julgamento deve ocorrer em uma vara criminal comum, não no Tribunal do Júri, que é reservado para crimes contra a vida, como homicídios dolosos e outros.

Expectativas da Defesa

O advogado de defesa da diarista, Bruno Correa Lemos, comentou que a decisão já era aguardada e que a defesa está pronta para apresentar suas teses ao longo do processo penal. Ele ressaltou a continuidade do trabalho jurídico para garantir os direitos de Paola.

Os Fatos

O crime que resultou na morte de Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e sua esposa Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, ocorreu no dia 29 de junho. Os corpos foram encontrados no apartamento do casal, localizado no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Prisão e Investigações

Paola Stéfany, principal suspeita, foi indicada para realizar serviços de limpeza no local por um primo de Maria Clotilde. A diarista foi detida três dias após o crime, em Itabira, na Região Central do estado. A Polícia Civil encontrou a faca utilizada no crime, após realizar buscas no apartamento com o auxílio de luminol, um reagente que revela vestígios de sangue.

Reconstituição do Crime

No dia 8 de julho, foi realizada a reconstituição da cena do crime, com a presença da suspeita e das partes envolvidas. O evento gerou reações intensas, com gritos e xingamentos de moradores da vizinhança em direção à acusada, evidenciando a comoção social em torno do caso.