No segundo dia consecutivo de protestos, caminhoneiros em Santos estão afetando a operação do Porto, localizado no litoral paulista. A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que, dos 36 navios atualmente atracados, seis estão inoperantes e um enfrenta atrasos em sua operação.
Impactos no Porto
Embora o tráfego nas vias portuárias não esteja bloqueado, a APS reconhece que houve uma diminuição no fluxo de caminhões, cujo número ainda está sendo apurado. A Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos/SP) também elevou o nível de segurança na área devido a atos isolados de vandalismo que foram registrados desde o início das manifestações.
Conflito entre manifestantes e polícia
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um confronto entre manifestantes e policiais militares na Alemoa, principal acesso ao Porto. As imagens revelam um confronto, com agentes apontando armas para os manifestantes.
Motivações da paralisação
No primeiro dia de protesto, a APS havia declarado que as operações no Porto estavam normais, sem impactos significativos no trânsito. No entanto, na segunda-feira (13), cerca de 70 manifestantes se reuniram para pressionar pela votação da MP do Frete, que ocorreu nesta terça-feira.
Alterações na MP do Frete
A medida passou por alterações, eliminando o valor de R$ 5 mil como piso salarial para transportadores celetistas, que agora será definido por regulamentação futura. Essa mudança visa evitar que a proposta volte para análise na Câmara dos Deputados.
Perspectivas do movimento
De acordo com o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista (SINDICAM-Santos), a paralisação não tem previsão para ser encerrada, pois os objetivos do movimento ainda não foram alcançados. A entidade reafirma que a mobilização é pacífica e busca garantir os direitos da categoria.




