Na madrugada de quarta-feira (8), um ônibus do transporte coletivo tombou na BR-040, em Ribeirão das Neves, deixando 21 pessoas feridas. Os feridos foram atendidos pela rede pública de saúde e não houve registro de mortes ou feridos graves.
Como ocorreu o tombamento?
O acidente aconteceu por volta das 5h45, no km 511 da BR-040, próximo ao bairro Jardim Colônia, enquanto o ônibus da linha 319 (Veneza-Lagoinha) tentava acessar a alça de retorno da rodovia.
Relatos divergentes dos passageiros
A investigação sobre as causas do acidente é complexa, pois os passageiros apresentaram versões contraditórias sobre o comportamento do motorista pouco antes do tombamento. Um grupo de testemunhas relatou que o condutor parou o ônibus para que um conhecido comprasse café, o que gerou reclamações e uma discussão. Segundo eles, o motorista, nervoso, aumentou a velocidade e teria ameaçado tombar o ônibus.
Em contrapartida, outra versão aponta que o motorista passou mal, tentando controlar o veículo antes de desmaiar. Um dos passageiros, Luiz Felipe Moura, afirmou que o condutor desmaiou no momento em que tentava virar o ônibus, resultando no acidente.
Estado do motorista
Após o acidente, o motorista foi retirado do local pela polícia para evitar conflitos com os passageiros. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) informou que ele já foi ouvido e passa bem, mas está afastado de suas funções enquanto a situação é esclarecida.
Saúde das vítimas
De acordo com o Corpo de Bombeiros, 21 pessoas foram atendidas no local, com 16 delas sendo encaminhadas para hospitais em Belo Horizonte e Ribeirão das Neves. Não houve mortes ou ferimentos graves, e a Prefeitura de Ribeirão das Neves não divulga boletins médicos individuais por questões de sigilo.
Documentação e investigações
O Sintram confirmou que o ônibus estava regular, com documentação em ordem e manutenção realizada recentemente, no dia 2 de julho. A Polícia Civil instaurou um procedimento para investigar as circunstâncias do acidente, enquanto a Prefeitura e o Sintram também realizam suas próprias apurações sobre o ocorrido, incluindo a análise de imagens e relatos de testemunhas sobre as falas do motorista antes do tombamento.




