A disputa pelas duas vagas de Minas Gerais no Senado chega indefinida a quatro dias da eleição, marcada para domingo (4). Marília Campos (PT) recusou a candidatura ao governo, Aécio Neves (PSDB) entrou na corrida e a Justiça Eleitoral vetou a candidatura do PCO.

Os dois candidatos mais votados no domingo vão representar Minas Gerais na Câmara Alta do Congresso Nacional por oito anos, a partir de 2027. Pesquisas recentes mostram o campo de 16 candidatos embolado atrás da líder.

A mais recente é da Quaest, contratada pelo Grupo Globo, divulgada em 29 de setembro com 1.506 entrevistas colhidas entre 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos, com 95% de confiança, registro TSE MG-02019/2026.

Marília Campos (PT) lidera com 13%, e Aécio Neves, Carlos Viana (PSD) e Domingos Sávio (PL) aparecem tecnicamente empatados entre si, com 10% cada um.

A disputa chega ao fim de semana decisivo sem um favorito claro entre os quatro primeiros colocados. Outro levantamento divulgado nesta quinta-feira também aponta empate técnico no páreo.

Por que Marília Campos disputa o Senado, e não o governo?

Marília Campos disputa o Senado porque recusou o convite do PT para concorrer ao governo de Minas, mesmo cotada para a vaga. Ela defendeu que o estado não tem senador da base de Lula e que sua candidatura ampliaria a presença feminina em cargos majoritários.

Em julho, o PT lançou Patrus Ananias ao governo de Minas.

Como Aécio Neves entrou na disputa pelo Senado?

Aécio Neves entrou na corrida ao Senado depois que o engenheiro Gustavo Galassi e o médico Marcelo Heringer deixaram de ser pré-candidatos próprios e passaram a compor a chapa dele como 1º e 2º suplentes.

O movimento também envolveu Marcelo Aro (PP), cotado para o governo de Minas depois que Cleitinho Azevedo (Republicanos) anunciou que não disputaria o cargo. O apoio esperado do PL e do Republicanos não avançou, e o PL lançou Flávio Roscoe ao governo.

O que acontece agora

O TRE-MG vetou o registro da candidatura de Tião Pessoa (PCO) ao Senado, do colega de partido Henrique Áreas ao governo e de mais quatro candidaturas do PCO no estado. O partido recorreu, e o caso aguarda julgamento em instância superior.

O primeiro turno acontece neste domingo (4). A eleição para o Senado não tem segundo turno: os dois candidatos mais votados assumem as vagas mineiras na Câmara Alta a partir de 2027.