A Fifa recebeu mais de 161 mil inscrições para o programa de voluntários da Copa do Mundo Feminina de 2027, que o Brasil vai sediar pela primeira vez. O processo terminou nesta quarta-feira (8) e é recorde da competição, superando a marca de 2023.

A marca é mais que o dobro dos 68 mil voluntários inscritos na Copa de 2023, disputada na Nova Zelândia e na Austrália. Apenas cerca de 6 mil pessoas serão escolhidas pela Fifa.

A maioria das inscrições foi de mulheres, que somam 58% do total.

No Brasil, as cidades com mais inscrições foram Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, justamente os locais por onde a Seleção Brasileira vai passar na fase de grupos.

Quantos jogos Brasília vai receber?

A Arena Mané Garrincha, em Brasília, vai receber sete jogos da Copa do Mundo Feminina, incluindo o 2º confronto da Seleção Brasileira, em 4 de julho, e um duelo das oitavas de final, em 13 de julho.

Além do jogo da equipe nacional, o estádio será palco de outras cinco partidas da primeira fase. Nas oitavas, a 1ª colocada do Grupo H enfrenta a 2ª do Grupo G.

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A definição dos grupos será em 11 de dezembro, no Rio de Janeiro. O Maracanã vai sediar a abertura e a final da competição. Por sediar o torneio, o Brasil é cabeça de chave do Grupo A.

O interesse recorde por vagas de voluntário reforça a aposta da Fifa em repetir o sucesso comercial da Copa de 2023. A entidade já projeta superávit com a edição brasileira.

O impacto econômico também é esperado: estudos indicam que a Copa pode gerar R$ 8,8 bilhões para a economia brasileira.

O que vem a seguir

A Copa do Mundo Feminina Sub-17 acontece antes, entre novembro e dezembro, no Catar. Três árbitras brasileiras foram convocadas: Leila Naiara da Cruz (DF), Maira Moreira (RS) e Daiane Muniz (SP).

A Netflix também anunciou um documentário sobre a carreira de Marta, eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo, que deve disputar o Mundial de 2027 como provável última Copa da carreira.