Dor ao caminhar descalço em piso duro e aumento no número do calçado estão entre os sinais pouco conhecidos do envelhecimento, segundo especialistas ouvidos pela Folha. Pele mais seca, coração mais lento durante exercício e queda no paladar completam a lista.

Segundo Sabrina Minhas, da Faculdade de Medicina Podiátrica da Universidade Temple, nos EUA, as mudanças no pé são comuns com a idade. Ela recomenda pantufas ou sandálias com boa sustentação em casa para reduzir a dor ao pisar em piso duro.

Por que a pele fica mais seca e coça mais?

A pele fica mais seca e fina com a idade e pode desenvolver pequenas fissuras que causam inflamação e coceira, segundo a dermatologista Saranya Wyles, da Mayo Clinic. O banho quente piora o quadro, porque remove a oleosidade natural da pele.

Wyles recomenda banho com água morna, nunca quente, seguido de hidratante com ceramidas ou aveia coloidal, ingredientes que fortalecem a barreira da pele e reduzem a inflamação.

Por que o coração bate mais devagar no exercício?

A frequência cardíaca em repouso muda pouco com a idade, mas a frequência máxima cai durante o exercício físico, segundo James Sawalla Guseh, do Instituto de Coração e Vasos Sanguíneos Mass General Brigham.

O nó sinusal, marca-passo natural do coração, tende a desacelerar com os anos, segundo Guseh. Consulte um médico diante de mudança repentina na frequência cardíaca, falta de ar, ou frequência constantemente mais alta que o normal, orienta o cardiologista.

O paladar também muda: um estudo de 2025 identificou que a capacidade de perceber sabores começa a cair a partir dos 30 anos, com queda mais acentuada depois dos 60.

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O que fazer diante desses sinais?

Nenhum desses sinais, isolado, indica problema grave, mas merecem atenção quando vêm acompanhados de outros sintomas. Para o coração, cardiologistas recomendam hábitos que vão além do exercício físico.

Quem quer acompanhar a frequência cardíaca no dia a dia pode recorrer a relógios inteligentes, que ajudam a identificar variações fora do padrão.

A visão sobre o próprio envelhecimento também importa: um estudo de Stanford mostra que crenças sobre a idade influenciam a própria saúde.