A Fifa apresentou nesta sexta-feira (2) as conclusões do Grupo de Estudos Técnicos sobre a Copa do Mundo de 2026, com dados de performance dos jogadores das 48 seleções. O relatório destaca a atuação do atacante Vinícius Júnior na campanha do Brasil.

"Vinicius jogou aberto na ponta, fez muitas jogadas de um contra um. Ele é um jogador que vai direto para o gol, quer marcar, tem esse objetivo claro", descreveu Pascal Zuberbühler, ex-goleiro suíço e líder do grupo de estudos da Fifa.

Vinícius Júnior foi titular nos cinco jogos do Brasil no torneio. Marcou quatro gols e deu uma assistência, com mais de 440 minutos em campo.

Ele foi eleito pelo grupo da Fifa o melhor jogador de três partidas, contra Marrocos, Haiti e Escócia. O relatório também o coloca entre os cinco atletas que mais conduziram a bola até a grande área no torneio.

Vinícius foi elogiado individualmente, mas o Brasil teve a pior campanha em Copas desde 1990. A seleção caiu nas oitavas de final para a Noruega, por 2 a 1, com dois gols de Erling Haaland.

Depois da eliminação, Vinícius caiu da 7ª para a 9ª posição no ranking de jogadores da própria Fifa, ultrapassado por Dembélé e Charles De Ketelaere.

Como o Brasil jogou em função de Vinícius Júnior

O estilo da seleção brasileira buscou potencializar as características do atacante, segundo o estudo da Fifa. Ao longo da Copa, o Brasil progredia pelas zonas centrais antes de deslocar o jogo para os corredores laterais, isolando os pontas no um contra um.

O Grupo de Estudos Técnicos teve 11 integrantes, entre eles Jürgen Klinsmann, Gilberto Silva e Pablo Zabaleta, sob orientação do ex-técnico Arsène Wenger. Cerca de 63% das seleções, incluindo o Brasil, começaram as jogadas com três defensores na última linha.

É o maior volume de dados que a Fifa já reuniu num Mundial.

O material também serviu de base para os prêmios individuais da Copa e virou referência tática para seleções e clubes, segundo a entidade.

Vinícius seguiu em evidência pela seleção depois do Mundial. Em setembro, marcou de pênalti na vitória do Brasil sobre a Austrália.

No clube, renovou contrato com o Real Madrid até 2032 após recusar proposta do Arsenal.