Luciano Hang, dono da rede Havan, não aparece na prestação de contas da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) em 2026. Em 2022, ele havia doado R$ 1 milhão à candidatura de Jair Bolsonaro, dentro de R$ 1,6 milhão em doações naquele ano.
Em 2026, o total doado por Hang caiu para R$ 300 mil, destinados apenas a candidatos a deputado federal e estadual. Nenhum real foi para a disputa presidencial.
A ausência de doação não permite concluir, por si só, que houve mudança na relação entre o empresário e a família Bolsonaro, segundo a apuração original do caso.
Quem financia a campanha de Flávio Bolsonaro?
A campanha já arrecadou R$ 56,9 milhões até 24 de setembro, a maior parte (R$ 53,5 milhões) por transferências do PL. Fora o partido, o maior doador individual foi o empresário Erasmo Battistella, da Be8, com R$ 500 mil.
Outros nomes aparecem na lista: Walter Schlatter, prefeito, com R$ 300 mil; Waldemar Verdi Junior, do Grupo Rodobens, R$ 180 mil; e Marco Antonio Branquinho Junior, da Vicunha, R$ 125 mil.
Schlatter também doou a Jair Bolsonaro em 2022, mas reduziu a contribuição de R$ 700 mil para R$ 300 mil neste ano. Somando pessoa física, as campanhas presidenciais já receberam R$ 10 milhões em doações individuais neste ano, segundo levantamento anterior.
Hang segue doando fora da disputa presidencial: em Santa Catarina, destinou R$ 200 mil a três candidatos a deputado, e outros R$ 50 mil foram para uma candidatura no Tocantins.
O empresário também enfrenta processo do Ministério Público do Trabalho: o MPT pede R$ 30 milhões da Havan por suposto assédio eleitoral a funcionários.
O dinheiro arrecadado sustenta a campanha em que Flávio promete revogar mil normas e impostos se eleito.
O ponto em aberto
A mudança no padrão de doações de Hang não tem explicação divulgada por nenhuma das partes até agora. Fica em aberto se o recuo é um caso isolado do empresário ou se reflete um movimento mais amplo entre grandes doadores de 2022 nesta eleição.





























