A Yamaha lançou no Brasil a Tracer 7 2027 por R$ 59.990, sem frete. A moto sport-touring foi apresentada no Festival Interlagos, em São Paulo, no dia 12 de agosto. A produção começa neste mês na fábrica de Manaus (AM) e o modelo chega às concessionárias em setembro.

O motor é o bicilíndrico CP2 de 690 cm³, o mesmo que a marca já usa na Ténéré 700 e na MT-07 Connected. Segundo a ficha técnica divulgada pela fabricante, são 73,4 cv a 8.750 rpm e 6,9 kgf.m de torque a 6.500 rpm.

Com esse conjunto, a Tracer 7 pesa 203 kg em ordem de marcha e leva 18 litros de combustível. O banco é regulável entre 830 mm e 850 mm de altura.

A Tracer 7 amplia a linha de 700 cm³ da Yamaha no Brasil.

O que vem de série

A suspensão dianteira é um garfo invertido de 41 mm, com 130 mm de curso. Atrás, o conjunto é um Monocross com 21 ajustes. Os freios usam pinças radiais de quatro pistões e discos dianteiros de 298 mm, com ABS.

Na eletrônica, a moto traz acelerador YCC-T, embreagem assistida e deslizante e controle de tração com dois níveis. O piloto automático opera entre 40 km/h e 180 km/h, e há limitador de velocidade.

O painel é uma tela TFT de 5 polegadas, com conectividade Y-Connect e navegação Garmin StreetCross. A iluminação é toda em LED e as rodas aro 17 usam pneus Michelin Pilot Road 6 GT.

São duas cores de lançamento, Redline, vermelho sólido, e Midnight Black, preto metálico. A Yamaha oferece quatro anos de garantia e revisões com preço fixo.

No segmento crossover brasileiro, a Tracer 7 disputa com a Kawasaki Versys 650, a Triumph Tiger Sport 660 e a Honda NC 750X. São motos feitas sobretudo para o asfalto, com toques de aventura.

"No caso do lançamento da Tracer 7 a ideia é que no decorrer de um ano a gente também possa ser líder deste segmento", afirmou Hélio Ninomiya, diretor da Yamaha.

Ninomiya disse ainda que a expectativa da marca é fechar 2026 com 350 mil motos vendidas no Brasil.

O tamanho do mercado que a Yamaha quer

O mercado brasileiro de motos vive um ciclo de alta. De acordo com a Abraciclo, foram 199.236 emplacamentos em julho, 3,1% acima do mesmo mês de 2025 e o melhor julho já registrado no varejo.

No acumulado de janeiro a julho, são 1.373.580 licenciamentos, alta de 12,3% sobre igual período de 2025. A entidade projeta 2,3 milhões de motos emplacadas em 2026, contra 2,198 milhões no ano passado.

Esse volume, porém, é feito de motos pequenas. Na produção de janeiro, a mesma Abraciclo contabilizou 144.808 unidades de baixa cilindrada, 78,5% do total do mês. As de alta cilindrada responderam por 2,7%.

No mesmo evento, a Yamaha confirmou a R7 e a R7 70th Anniversary, esta limitada a 70 unidades no mercado brasileiro.

As duas começam a ser produzidas em outubro em Manaus e chegam às lojas em novembro, com preços a divulgar.

O pedaço estreito que a Yamaha quer liderar

A meta anunciada pela fabricante é liderar o sport-touring em um ano. Os dados da Abraciclo mostram que esse é o recorte mais estreito de um mercado que cresce puxado por motos pequenas.

A chegada às lojas em setembro é o que vai medir quanto desse espaço a marca consegue ocupar.