Recentemente, um vídeo da influenciadora e especialista em harmonização facial, Ariana Almeida, gerou um intenso debate nas redes sociais. Em sua gravação, ela sugere que empresas devem demitir funcionários que não interagem com as publicações da marca, afirmando que a falta de engajamento pode refletir uma ausência de comprometimento com a cultura organizacional.

Repercussão e contestações

Ariana declara que 'funcionário bom não é apenas aquele que executa tarefas, mas sim quem absorve a visão da empresa', o que rapidamente gerou reações diversas. A discussão se ampliou, questionando até que ponto as empresas podem exigir que seus colaboradores promovam a marca em suas redes sociais.

Direitos dos trabalhadores

A advogada trabalhista Elisa Alonso ressalta que a legislação não obriga os empregados a divulgar conteúdos da empresa em seus perfis pessoais. Embora os empregadores tenham o direito de organizar e fiscalizar serviços, esse poder não deve ultrapassar os direitos fundamentais do trabalhador.

Cobranças e consequências

Elisa argumenta que o engajamento digital não pode ser um critério para avaliação de desempenho ou promoção. A pressão para que funcionários curtam ou compartilhem postagens pode ser vista como abuso de poder, e, em alguns casos, até como assédio moral.

Monitoramento de redes sociais

As empresas têm acesso a perfis públicos, mas não podem exigir acesso a contas privadas ou monitorar a vida pessoal de seus empregados. A fiscalização deve ser feita com respeito à privacidade e aos direitos do trabalhador.

Risco de demissões e provas

Embora a legislação permita demissões sem justa causa, se ficar demonstrado que a dispensa foi uma retaliação pela falta de engajamento digital, o caso pode ser questionado judicialmente. Provas podem ser difíceis de obter, mas mensagens e testemunhas podem ajudar a fundamentar a reclamação.