O homem de 43 anos, Ítalo Jefferson da Silva, está prestes a ser julgado pelo Tribunal do Júri em Juatuba, na Grande BH, acusado de feminicídio, estupro e ocultação de cadáver da estudante de psicologia Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos. A confirmação do júri popular foi feita na última quinta-feira (9) pela Vara Única da Comarca de Juatuba.
Decisão Judicial
A juíza Alina Tereza de Mattos Azevedo decidiu manter a prisão preventiva de Ítalo, destacando a gravidade dos crimes cometidos, que foram caracterizados por um modus operandi brutal. A magistrada também ressaltou a reincidência específica do réu e sua evidente intenção de fuga, uma vez que ele tentou se evadir para outra comarca logo após os eventos.
O Crime
Vanessa foi encontrada morta em um terreno no Centro de Juatuba no dia 10 de fevereiro de 2026, apresentando sinais de estrangulamento e violência sexual. A jovem havia desaparecido no dia anterior, após sair de uma agência do Sistema Nacional de Emprego (Sine), e as imagens de uma câmera de segurança mostraram o momento em que deixou o local.
Investigação e Prisão
Ítalo foi preso no dia 12 de fevereiro em Carmo do Cajuru, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais. Relatos de parentes indicam que, no dia do crime, ele chegou em casa com o corpo sujo de barro, arranhões e manchas de sangue em suas roupas. Não havia relação anterior entre ele e a vítima.
Denúncia e Acusações
No dia 13 de abril, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o suspeito. As investigações revelaram que Vanessa foi seguida por Ítalo quando caminhava em direção a um ponto de ônibus, sendo abordada de forma violenta em um local isolado, onde foi abusada e estrangulada até a morte.
Quem era Vanessa Lara
Vanessa Lara de Oliveira Silva estava no sétimo período do curso de psicologia e tinha aspirações de trabalhar na área de recursos humanos. Conhecida por sua tranquilidade e comprometimento, a jovem residia em Pará de Minas e fazia o trajeto diário para Juatuba de ônibus, onde também trabalhava.




