A Polícia Federal (PF) detectou indícios de que Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, teria exercido influência irregular sobre a destinação de emendas parlamentares no valor de R$119,2 milhões. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.

Decisão do STF

Na determinação, Dino ordenou o bloqueio de bens de Costa Neto até o montante de R$119,2 milhões e a suspensão da execução de despesas relacionadas às emendas investigadas. A PF apura possíveis crimes de peculato-desvio e associação criminosa em sua investigação.

Investigação da Operação Transparência

A Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025, revelou que mensagens e documentos encontrados no celular de uma servidora da Câmara dos Deputados sugerem a existência de um esquema informal para direcionar emendas parlamentares em favor de Valdemar. Os recursos eram registrados formalmente em nome de deputados, mas as indicações teriam origem nas solicitações do dirigente partidário.

Emendas com informações falsas

De acordo com a PF, pelo menos 21 emendas foram empenhadas ou pagas com informações consideradas falsas sobre seus reais solicitantes. Essa prática, segundo a investigação, visava ocultar o papel de Valdemar na definição do destino dessas verbas públicas.

Indícios de irregularidade

O ministro Flávio Dino ressaltou na decisão que existem 'múltiplos indícios' de que Valdemar, mesmo sem um mandato parlamentar, atuou como 'mandante' no direcionamento de valores públicos. Dino, no entanto, rejeitou, por ora, pedidos de busca e apreensão e de quebra de sigilos solicitados pela PF.

Defesa não se manifesta

A defesa de Valdemar Costa Neto não foi encontrada imediatamente para comentar as acusações feitas durante a investigação. O caso continua a ser monitorado pelas autoridades competentes.