A Royal Enfield colocou à venda no Brasil a Goan Classic 350, uma bobber de fábrica derivada da linha 350, por R$ 26.490 na versão Shack Black e R$ 26.990 na Trip Teal. O lançamento comercial ocorreu no Festival Interlagos, em São Paulo, e as duas versões chegam às concessionárias em setembro e outubro, respectivamente.
Segundo a fabricante, os dois preços já incluem o frete.
A moto usa o motor monocilíndrico de 349 cm³ da plataforma J-Series, o mesmo que equipa as outras 350 da Royal Enfield. São 20,2 cv a 6.100 rpm e 2,75 kgf.m a 4.000 rpm, associados a câmbio de cinco marchas.
O desenho é o que separa a Goan das irmãs. Ela traz assento solo flutuante, guidão elevado do tipo ape hanger, para-lamas encurtados, rodas raiadas tubeless e pneus de faixa branca. A altura do assento é de 750 mm, e há banco removível para garupa.
De acordo com a ficha técnica divulgada, a suspensão dianteira usa tubos telescópicos de 41 mm e a traseira, dois amortecedores. Os freios são a disco nas duas rodas, com ABS de dois canais.
A iluminação é integralmente em LED. O painel analógico ganha um mostrador digital, com o navegador Tripper POD conectado por Bluetooth ao Google Maps, e há entrada USB.
O preço coloca a novidade no topo da própria família. Na tabela de janeiro de 2026 da marca no Brasil, a Hunter 350 saía por R$ 19.990, a Classic 350 partia de R$ 23.490 e a Meteor 350, de R$ 24.990.
Com R$ 26.490, a Goan Classic 350 se torna a 350 mais cara do catálogo brasileiro.
No mesmo evento, a Royal Enfield anunciou a Guerrilla 450 Apex, por R$ 30.490, e a Himalayan 450 Mana Black, por R$ 33.490. As duas chegam às lojas em setembro.
A aposta na fábrica de Manaus
O lançamento veio acompanhado da confirmação de fábrica própria em Manaus, no Amazonas, a partir de 2027. Hoje a marca monta suas motos no Brasil em parceria com a Dafra e o Grupo Multi, no sistema CKD, em que os conjuntos chegam desmontados.
"Não mediremos esforços para fazer do Brasil a nossa segunda casa", disse Siddhartha Lal, presidente executivo do Grupo Eicher Motors, controlador da Royal Enfield.
O projeto aprovado na Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) prevê investimento de R$ 36,5 milhões, com 10 mil unidades no primeiro ano de operação, 30 mil no segundo e 32 mil por ano a partir do terceiro.
A marca informou em 11 de agosto que superou 100 mil motos em circulação no país. A rede deve fechar 2026 com 70 concessionárias e chegar a 75 em 2027. Em julho, foram 3.024 emplacamentos.
O tamanho da marca no mercado brasileiro
A Royal Enfield lidera o segmento de clássicas e custom no país, com participação superior a 70%, segundo a própria empresa. No mercado total de motos, o peso é bem menor.
Dados da Fenabrave apontam que a marca emplacou 17.138 motos no primeiro semestre de 2026, o equivalente a 1,46% do setor. No mesmo período, a Honda respondeu por 771.943 unidades, ou 65,73%, e a Yamaha, por 160.937, com 13,70%.
Entre as marcas asiáticas que avançam, a chinesa Shineray subiu de 5,73% para 6,27% de participação e a indiana Bajaj, de 1,13% para 1,53%.
A Royal Enfield vendeu 35 mil motos no Brasil em 2025, seu maior mercado fora da Índia, e trabalha com a meta de 50 mil em 2027.
Quanto do salto depende de Manaus
A meta de 50 mil motos coincide com o ano de estreia da fábrica amazonense, projetada para começar com 10 mil unidades.
O que ainda não está respondido é quanto desse avanço virá da produção local e quanto seguirá dependendo da montagem em parceria com Dafra e Grupo Multi.


























