A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) promoveu nesta terça-feira (8) a reconstituição da morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e de sua esposa, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. O crime ocorreu em seu apartamento localizado no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Suspeita e reconstituição

A principal suspeita da ação criminosa é a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, que participou da reconstituição no próprio imóvel. O objetivo da ação é esclarecer a dinâmica do crime, comparando a versão apresentada por Paola com as evidências coletadas pela perícia policial.

Descobrimento dos corpos

Os corpos do casal foram descobertos no dia 30 de junho, quando o filho deles notou a ausência de contato. A perícia revelou que Cláudio foi atingido por mais de 40 facadas, enquanto Maria Clotilde apresentava sete ferimentos, além de marcas de defesa em ambos.

Desdobramentos da investigação

As investigações indicam que o crime ocorreu no dia anterior à descoberta dos corpos, durante o primeiro dia de trabalho da diarista no apartamento, que havia sido indicada por um parente das vítimas. Paola foi presa no dia 2 de julho em um hotel em Itabira, onde estava acompanhada de seu filho de 6 anos.

Confissão e objetos roubados

Durante o interrogatório, a suspeita confessou o assassinato, afirmando que dopou o casal com um medicamento antes de atacá-los com uma faca encontrada no local. Ela também levou diversos objetos de valor, incluindo relógios e joias. As câmeras de segurança registraram sua entrada e saída do prédio.

Investigação em andamento

A Polícia Civil classifica o caso como latrocínio, ou seja, um roubo seguido de morte. As investigações continuam para determinar se houve a participação de outras pessoas na fuga da suspeita e na venda dos itens roubados, além de esforços para localizar a faca utilizada no crime e recuperar os bens subtraídos do apartamento.