A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) anunciou que a probabilidade de um El Niño “muito forte” é de 81% para os meses de outubro, novembro e dezembro de 2026. Esse fenômeno climático já está em desenvolvimento e tende a se intensificar até o final do ano.

Atualizações sobre o El Niño

Em 14 de maio, a NOAA havia alertado para a possibilidade de formação do El Niño com uma chance de 82% durante o trimestre de maio a julho. Naquela época, a agência adotou o status de El Niño Watch, que indica condições favoráveis para o fenômeno. Contudo, a incerteza sobre a intensidade do evento era significativa.

Em 11 de junho, a NOAA elevou o status para El Niño Advisory, indicando que sinais do fenômeno já estavam sendo observados. Desde então, a chance de um evento “muito forte” aumentou para 63% no trimestre de novembro, dezembro e janeiro, culminando agora em 81% na atualização de julho.

Formação e efeitos do fenômeno

A NOAA monitora a formação do El Niño por meio da temperatura da água no oceano Pacífico equatorial. Sinais atmosféricos, como anomalias nas massas de ar e na formação de nuvens, também são levados em conta. A previsão aponta que há 97% de chance do fenômeno persistir até a primavera de 2027 no Hemisfério Norte.

Se confirmado, este El Niño poderá ser um dos mais significativos desde 1950, embora seus impactos não sejam uniformes em todas as regiões. Desde que as medições começaram, apenas cinco episódios atingiram a intensidade “muito forte”.

Impactos no Brasil

Os efeitos do El Niño no Brasil podem variar bastante. Na região Norte, há expectativa de redução das chuvas na Amazônia, aumentando os riscos de incêndios e afetando a navegação. No Nordeste, as previsões apontam para chuvas abaixo da média e temperaturas mais altas, intensificando o estresse hídrico.

No Centro-Oeste, os efeitos são mais moderados, mas também há previsão de temperaturas elevadas. Já no Sudeste, as chuvas podem ser mais intensas em algumas áreas, enquanto outras poderão sofrer com estiagens. Por fim, a região Sul pode enfrentar chuvas acima da média, com risco de inundações devido ao aumento da umidade.