O Fundo Monetário Internacional (FMI) atualizou suas previsões para a economia brasileira, elevando a expectativa de crescimento do PIB para 2,4% em 2023, acima dos 1,9% projetados anteriormente em abril. O relatório foi divulgado nesta quarta-feira (8) e traz novidades sobre as projeções para os próximos anos.
Desempenho e projeções futuras
Embora tenha aumentado a estimativa para este ano, o FMI sinaliza uma desaceleração da atividade econômica em 2024, prevendo um crescimento de 2,2%. Essa taxa é inferior à projeção para 2026, que foi elevada nas previsões mais recentes.
O desempenho esperado para 2023 é ligeiramente superior ao avanço de 2,3% registrado em 2025, que foi considerado o pior resultado desde 2020, conforme dados do IBGE. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já havia antecipado a revisão nas projeções do FMI na semana passada.
Comparação com outras instituições
A previsão do FMI para o Brasil supera as estimativas do Ministério da Fazenda, que projetou um crescimento de 2,3% em maio, e do Banco Central, que limitou suas expectativas a 2,0%. Além disso, as expectativas do mercado financeiro também são mais conservadoras, com crescimento estimado em 1,99% para 2026 e 1,69% para 2027, segundo a pesquisa Focus do BC.
Cenário regional
Em relação à América Latina e Caribe, o FMI prevê um crescimento de 2,4% em 2026, com uma leve alta de 0,1 ponto percentual em relação ao que foi estimado anteriormente. Para 2027, a previsão se mantém em 2,7%.
Mercados Emergentes
No que diz respeito às economias de mercados emergentes e em desenvolvimento, que incluem o Brasil, o crescimento foi estimado em 3,8% para este ano, uma redução de 0,1 ponto. Para o próximo ano, a previsão é de 4,5%, com um aumento de 0,3 ponto em comparação com as projeções anteriores.
Análise do FMI
O FMI destacou que as revisões nas previsões são heterogêneas, refletindo as diferentes dependências de commodities, a exposição geográfica, as remessas e receitas de turismo, além da sensibilidade às condições financeiras e às posições nas cadeias globais de valor tecnológico.




