Nesta quinta-feira (9/7), a Polícia Federal (PF) deu início à segunda fase da Operação Monã, que visa desarticular um esquema de fraudes na concessão de benefícios previdenciários destinados a segurados especiais indígenas no sul da Bahia. A operação foi realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e resultou na execução de 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Eunápolis e Porto Seguro.

Fraudes em benefícios previdenciários

A investigação revela que o grupo criminoso utilizava declarações fraudulentas de pertencimento a comunidades indígenas para obter benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre os auxílios solicitados estão aposentadorias rurais e salários-maternidade, todos adquiridos de forma indevida.

Além disso, a PF está averiguando a atuação da organização na contratação de empréstimos consignados atrelados aos benefícios obtidos fraudulentamente. Essa prática agrava ainda mais a gravidade do esquema investigado.

Ações judiciais e bloqueios

A Justiça Federal determinou o afastamento cautelar de dois servidores públicos que estão sob suspeita de envolvimento nas irregularidades. Para garantir o ressarcimento aos cofres públicos, foram bloqueados mais de R$ 1,5 milhão em contas bancárias dos principais investigados e um veículo foi sequestrado.

Prejuízo significativo ao INSS

De acordo com a Polícia Federal, os benefícios solicitados pelo grupo podem ter gerado um prejuízo superior a R$ 100 milhões ao INSS. Essa quantia expressiva destaca a importância das investigações e das ações tomadas para combater fraudes no sistema previdenciário.

Possíveis consequências legais

Os envolvidos no esquema poderão enfrentar diversas acusações, incluindo associação criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e corrupção passiva. A operação visa não apenas desmantelar a organização criminosa, mas também coibir práticas semelhantes no futuro.