As exportações brasileiras para os Estados Unidos despencaram, com a participação do país no total das vendas caindo de 12,1% para 9,4% no primeiro semestre deste ano, conforme levantamento da Amcham Brasil. Essa queda representa uma diminuição de 2,7 pontos percentuais e marca o menor nível desde o início da série histórica em 1997.

Impacto das Tarifas

A redução na participação dos EUA ocorre em um contexto de tarifas elevadas impostas pelo governo americano, que afetaram significativamente as vendas brasileiras. Desde a implementação do tarifaço de 50% em 2025, o Brasil tem buscado diversificar seus mercados, especialmente em relação à China, que viu sua fatia crescer de 28,9% para 31,5% no mesmo período.

Desempenho das Exportações

No primeiro semestre de 2026, as exportações para os EUA totalizaram US$ 17,4 bilhões, uma queda de 13% em relação ao ano anterior. Em contraste, as vendas para a China aumentaram 21,9%, evidenciando uma mudança significativa nas relações comerciais do Brasil.

Déficit Comercial com os EUA

O Brasil continua a registrar um déficit nas transações com os Estados Unidos, com importações superando exportações em US$ 1,5 bilhão. Essa dinâmica reflete a queda de 13% nas importações, indicando que o Brasil está vendendo menos e comprando produtos americanos de forma mais restrita.

Setores Sob Tarifas

Atualmente, 25% das exportações brasileiras para os EUA enfrentam tarifas que variam de 12,5% a 25%. Os setores mais impactados incluem couros e revestimentos cerâmicos, além de produtos específicos como mel e sebo bovino, que dependem fortemente do mercado norte-americano.

Busca por Novos Mercados

Em resposta às tarifas, o Brasil tem explorado novos mercados, especialmente na Ásia. O setor de frutas, por exemplo, tem buscado alternativas, mesmo que isso signifique custos de transporte mais elevados. As vendas para a Europa também mostraram crescimento, com destaque para o aumento das vendas de café.