O nefrologista Elber Rocha, do Hospital Santa Lúcia em Brasília, aborda a questão da sede excessiva, um sintoma que pode ser comum em períodos de clima seco, mas que merece atenção quando se torna persistente.
A sede é uma resposta natural do organismo para manter o equilíbrio hídrico, frequentemente aumentando em situações como calor intenso, prática de exercícios, febre, e ingestão excessiva de sal. No entanto, quando essa sede se torna exagerada, é classificada como polidipsia e deve ser investigada.
Quando buscar ajuda médica
Segundo Rocha, é importante procurar um especialista quando a sede excessiva ocorre sem uma explicação clara, leva ao consumo de grandes quantidades de água, interrompe o sono do paciente, e está acompanhada de aumento do volume urinário, fadiga e perda de peso inexplicável.
O médico alerta que esses sinais podem ser indicativos de doenças metabólicas, hormonais ou renais. Entre as condições de saúde que podem estar relacionadas à sede intensa, ele destaca:
- Diabetes mellitus, que causa aumento da eliminação de glicose e água pela urina.
- Diabetes insipidus, uma condição rara que resulta na produção excessiva de urina diluída.
- Doença renal crônica, especialmente quando há comprometimento da concentração urinária.
Além disso, Rocha menciona outras causas como hipercalcemia, distúrbios hormonais, uso de diuréticos e medicamentos psiquiátricos, e desidratação crônica.
Sinais de alerta
O especialista recomenda avaliação médica quando a sede se mantém por semanas. Os sinais que indicam a necessidade de investigação incluem aumento significativo do volume urinário, perda de peso sem motivo aparente, e o surgimento de sintomas como fraqueza, tontura ou cansaço excessivo.
Rocha também observa que o hábito de se levantar várias vezes à noite para beber água ou urinar deve ser um indicativo para buscar ajuda. O paciente deve consultar um clínico geral, endocrinologista ou nefrologista para iniciar a investigação, que geralmente envolve exames simples de sangue e urina.




