O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ingressou com uma ação civil pública contra a influenciadora digital Virginia Fonseca e a empresa Foggo Entertainment Ltda., responsável pela plataforma de apostas Blaze. A ação, protocolada em 8 de julho de 2026 na 7ª Vara Cível de Brasília, busca a condenação de ambos ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.

Motivações da Ação

A Promotoria fundamenta seu pedido em práticas publicitárias consideradas abusivas, que teriam sido utilizadas para atrair consumidores para apostas esportivas durante a Copa do Mundo. As denúncias, que somam 42 mil, incluem alegações de retenção indevida de valores, bloqueio de contas e cláusulas abusivas.

Contratos de Influenciadores

Em uma ação anterior, a Prodecon (Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor) solicitou à Blaze a apresentação de contratos com influenciadores, como Virginia, Lucas Lira, Bruna Unaik e até o jogador Neymar Jr. O intuito era entender as estratégias de marketing da empresa, principalmente o uso da expressão “renda extra”.

Outros Processos Judiciais

A Foggo Entertainment Ltda. já está envolvida em outros processos cíveis no TJDFT, com pelo menos cinco ações relacionadas a indenizações por danos materiais e morais. Essas ações foram movidas por consumidores entre 25 de junho e 8 de julho de 2026, evidenciando um padrão de reclamações contra a empresa.

Busca por Respostas

O Poder360 entrou em contato com as assessorias de Virginia Fonseca e da Blaze, e o texto será atualizado assim que houver uma resposta sobre a situação.

Contexto das Apostas

A ação do MPDFT reflete uma crescente preocupação com práticas de marketing em plataformas de apostas, especialmente durante eventos de grande visibilidade como a Copa do Mundo, onde o interesse por apostas tende a aumentar significativamente. As alegações de abusos levantam questões sobre a proteção do consumidor e a ética no marketing digital.