O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou denúncia contra quatro indivíduos pela morte de uma jovem de 21 anos, que ocorreu durante um salto de rope jump em Limeira, interior de São Paulo. O documento foi elaborado após a conclusão das investigações e agora depende do Poder Judiciário para saber se a acusação será aceita.
Detalhes da Denúncia
A vítima faleceu após ser lançada da Ponte do Esqueleto sem que a corda de segurança estivesse adequadamente conectada. A queda, de cerca de 30 metros, resultou em múltiplos traumas fatais. O MPSP afirma que os envolvidos estavam cientes dos riscos e falharam em seguir procedimentos de segurança, como a verificação da conexão da corda.
Implicações Legais
Os promotores argumentam que a conduta dos denunciados configura dolo eventual, onde o agente não deseja o resultado, mas assume o risco. Além disso, foram incluídas qualificadoras de motivo torpe e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, o que pode agravar a pena em uma eventual condenação.
Responsabilidade da Organizadora
Em relação à organizadora do evento, a denúncia aponta que ela tinha a responsabilidade legal de garantir a segurança dos participantes. Apesar de ter conhecimento de falhas anteriores, não interrompeu a atividade nem adotou medidas de segurança adequadas, sendo denunciada por homicídio por omissão imprópria.
Fraude Processual e Irregularidades
O MP também alega que a organizadora cometeu fraude processual ao tentar apagar as gravações da câmera GoPro usada pela vítima, dificultando a investigação. Além disso, foram identificadas irregularidades na operação comercial do rope jump, como a falta de registro no Cadastur e a ausência de seguro de responsabilidade civil.
Próximos Passos e Medidas Cautelares
Após a denúncia, um juiz analisará se há base suficiente para o prosseguimento do processo. Se a denúncia for recebida, os acusados serão citados e a fase de instrução terá início, incluindo a coleta de provas e depoimentos. O Ministério Público também pediu a manutenção das prisões preventivas dos denunciados e a reparação de R$ 200 mil aos familiares da vítima.




