O Ministério da Fazenda anunciou uma revisão na sua estimativa para a inflação oficial, aumentando a previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,5% para 5,1% para o ano de 2026. Essa nova projeção ultrapassa o teto da meta estabelecida, que varia entre 3% e 4,5%.

Fatores da Revisão

Segundo a Secretaria de Política Econômica (SPE) da pasta, a alteração se deve a diversos fatores, como a aceleração dos preços de serviços e bens industriais. Adicionalmente, a previsão de um aumento significativo nos preços de alimentos no segundo semestre, especialmente em decorrência de um possível El Niño mais intenso, também contribuiu para essa revisão.

A SPE destacou que, apesar das expectativas de queda do petróleo e da manutenção da taxa Selic em níveis elevados, os repasses de preços ao consumidor ainda estão pendentes. A cotação média do barril de petróleo para 2026 foi revisada para US$ 79,16, uma queda em relação à previsão anterior de US$ 91,25.

Limitações da Inflação

Por outro lado, a diminuição dos preços do petróleo, a taxa Selic em um nível contracionista e a desaceleração da atividade econômica podem contribuir para limitar a inflação. Também foram mencionadas medidas implementadas para conter o repasse de custos dos combustíveis ao consumidor.

Além do IPCA, a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi elevada para 5,3% neste ano, superando a previsão anterior de 4,6%. O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), por sua vez, deve encerrar 2026 em 5,6%, ajustado de 4,9%.

Expectativas Futuras

Para 2027, as estimativas para o IPCA e o INPC também sofreram revisões, passando de 3,5% para 3,6% e de 3,6% para 3,7%, respectivamente. A projeção para o IGP-DI foi mantida em 4% para o próximo ano.