No início do pregão desta quinta-feira, os juros futuros no Brasil apresentaram uma leve alta, influenciados pela pressão dos rendimentos dos Treasuries americanos. Essa movimentação ocorre em meio a uma percepção de que a economia dos Estados Unidos ainda se mostra resiliente, especialmente após a divulgação de dados do setor varejista.

Dados do Varejo

O Brasil registrou um crescimento modesto de 0,1% nas vendas do varejo restrito em maio, um resultado que ficou abaixo das expectativas do mercado, que previu uma alta de 0,7%, segundo a mediana das previsões coletadas pelo VALOR DATA.

Reação do Mercado

Mesmo com os dados desapontadores do varejo nacional, as taxas de juros domésticas estão seguindo a tendência observada no exterior e ajustando-se em alta. O mercado aguarda também o leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional, que pode influenciar ainda mais as taxas.

Taxas de Juros

Por volta das 9h50, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 variava de 13,89% para 13,88%. O DI de janeiro de 2028 subiu de 13,85% para 13,865%, enquanto a taxa do DI de janeiro de 2029 avançou de 14,03% para 14,06%. A taxa do DI de janeiro de 2031 também registrou alta, passando de 14,245% para 14,285%.

Performance dos Treasuries

Nos Estados Unidos, os Treasuries também mostraram uma alta significativa. A taxa da T-note de dois anos subiu de 4,143% para 4,177%, e a T-note de dez anos aumentou de 4,555% para 4,592%. Esses movimentos refletem a pressão sobre os juros, influenciados por expectativas de um crescimento econômico contínuo.

Expectativas Futuras

Com a divulgação dos dados de varejo e o comportamento dos Treasuries, analistas do mercado financeiro permanecem atentos às próximas movimentações. A expectativa é que os dados econômicos sigam impactando as decisões de política monetária e as taxas de juros no Brasil e no exterior.