O inverno brasileiro, tradicionalmente associado a temperaturas baixas, traz também a preocupação com a baixa umidade do ar, especialmente em Minas Gerais. Neste mês de julho, cidades como Belo Horizonte registraram níveis de umidade relativos em torno de 25%, muito abaixo dos 60% considerados ideais pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Impactos da baixa umidade
A combinação de tempo seco e baixa umidade do ar não apenas causa desconforto, mas também agrava problemas de saúde. O ressecamento das mucosas pode desencadear crises de rinite, sinusite e asma, além de aumentar o risco de infecções respiratórias e piorar condições cardiovasculares em pessoas idosas e com doenças crônicas.
Consequências no organismo
Quando o ar está muito seco, as mucosas do nariz e da garganta, que atuam como barreiras naturais contra agentes patogênicos, perdem eficácia. Isso pode resultar em sintomas como nariz ressecado ou sangrando, dor de garganta, tosse persistente, irritação ocular, dores de cabeça e fadiga.
Grupos em risco
Crianças, idosos e pessoas com condições respiratórias crônicas precisam de atenção redobrada. As crianças têm vias respiratórias mais sensíveis, enquanto os idosos podem não perceber a desidratação devido à menor sensação de sede, o que pode agravar doenças como hipertensão e problemas cardíacos.
Medidas de prevenção
Para minimizar os efeitos do tempo seco, os especialistas sugerem algumas ações simples: beber água regularmente, mesmo sem sede; evitar atividades físicas intensas durante os horários mais quentes; manter os ambientes ventilados e usar umidificadores; aplicar soro fisiológico nas narinas e cuidar da hidratação da pele e lábios. Além disso, é fundamental evitar queimadas e a exposição à fumaça.
Importância da vacinação
O inverno também é um período em que circulam diversos vírus respiratórios, tornando a vacinação ainda mais essencial. O Ministério da Saúde reforça a importância da vacina contra a gripe para grupos prioritários e disponibiliza a vacina pneumocócica para crianças de até cinco anos no SUS. Adolescentes de 15 a 19 anos que não se vacinaram contra o HPV também têm até dezembro para receber a imunização.
Desafios das mudanças climáticas
Especialistas alertam que as mudanças climáticas podem intensificar episódios de calor e estiagens, o que afeta ainda mais a saúde da população. O Ministério da Saúde já está se preparando para enfrentar os impactos do El Niño e as consequências das alterações climáticas, que incluem o aumento de doenças respiratórias e problemas relacionados ao calor e à baixa umidade.




