O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) implementou mudanças significativas nas linhas de crédito do Plano Safra, com o objetivo de facilitar o acesso dos agricultores familiares ao financiamento. A informação foi confirmada pela ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, em entrevista ao Poder360.

Redesenho das linhas de crédito

A ministra ressaltou que uma das principais inovações foi a reestruturação das linhas do Pronaf B, que é a modalidade de microcrédito voltada para a agricultura familiar. Essa alteração resultou em um aumento significativo no volume de financiamentos, especialmente nas regiões Nordeste e Norte, onde o crédito triplicou e mais que dobrou, respectivamente.

Prioridades do novo Plano Safra

O Plano Safra 2026/2027 destina um total de R$ 97,3 bilhões para a agricultura familiar, o maior valor já registrado na história. Desses recursos, R$ 85,2 bilhões são direcionados ao Pronaf. Segundo Machiaveli, essa iniciativa visa não apenas aumentar o volume de dinheiro disponível, mas também direcionar o crédito para fomentar a produção de alimentos.

Aumento de operações contratadas

Atualmente, segundo a ministra, 90% da demanda por crédito apresentada pelos bancos está sendo atendida. Com mais de 2 milhões de operações contratadas por safra, mais de 2,4 milhões de agricultores estão acessando o Pronaf, evidenciando um aumento considerável no número de operações.

Inclusão de grupos vulneráveis

A ministra também destacou a importância da inclusão de grupos historicamente marginalizados. Houve uma ampliação no acesso ao crédito para assentados da reforma agrária, quilombolas, indígenas, mulheres e jovens. No caso específico do Pronaf A, foram executados mais de R$ 1 bilhão, e a expectativa é que os assentados cheguem a R$ 3 bilhões até o final do ano.

Empoderamento feminino no agronegócio

Fernanda Machiaveli mencionou ainda a criação de mecanismos para facilitar o acesso das mulheres ao crédito. Com limites específicos no Pronaf Mulher, as mulheres têm maior autonomia na produção agrícola. Nos últimos três anos, R$ 43 bilhões foram destinados a financiamentos voltados para mulheres, com a meta de aumentar a sua participação nas operações de crédito rural para 50%.

Transformação social

A ministra concluiu afirmando que as mulheres estão assumindo papéis de liderança em diversos aspectos do agronegócio, desde sindicatos até cooperativas e associações, promovendo uma mudança significativa na sociedade.