O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou forte repúdio à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, anunciadas pelo governo dos Estados Unidos na noite de quarta-feira (15). O Planalto classificou essa data como um "marco lastimável" nas relações entre Brasil e EUA.

Reação do governo brasileiro

Em um comunicado divulgado na madrugada desta quinta-feira (16) pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), o Executivo informou que tomará medidas imediatas, incluindo o acionamento da Lei de Reciprocidade. Essa lei permite que o Brasil responda a ações unilaterais que prejudiquem sua competitividade internacional.

Contexto das tarifas

A nota da Secom ressaltou que o Brasil não reconhece a legitimidade de investigações comerciais que não tenham respaldo nas regras multilaterais de comércio. Apesar das dificuldades, o governo reafirma que não abandonará as negociações para proteger os interesses do país.

Dados sobre o comércio Brasil-EUA

O comunicado enfatizou que, segundo dados do próprio governo americano, os EUA acumularam um superávit de US$ 424,5 bilhões em bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos. Isso reforça a posição do governo brasileiro de que não há justificativa para as novas tarifas.

Responsabilização do clã Bolsonaro

A nota ainda responsabilizou a família Bolsonaro pela situação, alegando que suas ações e declarações contribuíram para o desfecho das investigações. "São falsos patriotas que arquitetaram ações contra o nosso País", afirma o texto.

Próximos passos do governo

Além de acionar a Lei de Reciprocidade, o governo Lula planeja continuar diversificando parcerias comerciais e buscando novos mercados para produtos brasileiros, visando mitigar os impactos das tarifas americanas na economia e na renda dos cidadãos brasileiros.