O governo brasileiro, por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), responsabilizou o setor privado pela decisão da União Europeia (UE) de vetar a importação de carnes e produtos de origem animal do Brasil. Essa declaração foi feita em um documento encaminhado à Câmara dos Deputados, na terça-feira (7/7).

Exigências da UE

No relatório assinado pelo ministro André de Paulo, o governo responde a um pedido de informações do deputado Evair de Melo, que solicitou a listagem das ações adotadas desde 2022 para atender às exigências europeias. O documento enfatiza que as medidas necessárias para viabilizar a exportação dependem do desenvolvimento de sistemas de controle privados pelo setor produtivo.

Problemas Sanitários

A Comissão Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes em junho, citando problemas relacionados às regras sanitárias do bloco. Uma das principais exigências é que os animais brasileiros não utilizem certos medicamentos antimicrobianos, considerados prejudiciais à saúde humana.

Prazo do Veto

O veto à exportação de carnes brasileiras entra em vigor no dia 3 de setembro. Apesar da restrição, o governo continua em negociações com a União Europeia para tentar reverter essa decisão e permitir a normalização das exportações.

Responsabilidade Compartilhada

O documento do Ministério da Agricultura ressalta que, para atender às normas da UE, é imprescindível que o setor privado implemente controles adequados que garantam a conformidade com os requisitos exigidos pelo bloco europeu.

Próximos Passos

As autoridades brasileiras estão atentas à situação e buscam soluções para atender as exigências da União Europeia, uma vez que o mercado europeu é um dos principais destinos das exportações de carne do Brasil. O governo está mobilizando esforços para dialogar com a UE e encontrar caminhos que possam permitir a reabilitação do Brasil no mercado europeu.