A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) declarou que considera "de extrema gravidade" a recente descoberta da Polícia Federal sobre dossiês encomendados por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, contra Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, e a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

Nota da Febraban

Em comunicado divulgado na última sexta-feira (10), a Febraban reforçou seu compromisso com a proteção do sistema financeiro nacional e enfatizou que qualquer ação que ameace sua integridade deve ser rigorosamente investigada e punida.

Consequências das ações

A nota destaca que essas investidas, que visam intimidar jornalistas, executivos e líderes de instituições, tentam minar a confiança e a transparência essenciais no setor financeiro. "Essas ações são inaceitáveis e devem ser combatidas", afirmou a entidade.

Investigação da PF

A Polícia Federal revelou que Vorcaro contratou o publicitário Thiago Miranda, alvo de uma operação policial no dia 9 de julho, para criar um dossiê sobre Maluhy Filho, que estava "causando muitos problemas", conforme mensagens trocadas entre eles.

Conteúdo do dossiê

Os materiais compartilhados entre Vorcaro e Miranda incluíam informações pessoais e patrimoniais de Maluhy Filho e sua família. Além disso, diálogos entre eles indicam a intenção de investigar dados privados da jornalista Malu Gaspar.

Defesa de Thiago Miranda

A defesa de Miranda afirmou que ele nega qualquer ilegalidade e que sua atuação sempre foi guiada pela legalidade e respeito às instituições. Os advogados sustentam que não houve qualquer tentativa de intimidar ou coagir terceiros.

Implicações legais e próximas etapas

A PF está investigando a possível formação de uma organização criminosa envolvida na intimidação de jornalistas e na obtenção de informações sigilosas. As ações podem configurar crimes contra o sistema financeiro, além de outras infrações relacionadas à violação de dados e dispositivos eletrônicos. Para a Febraban, essa situação gera indignação em um momento em que há esforços para proteger a estabilidade financeira do país, incluindo ações sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).