No Brasil, a preocupação com incêndios florestais se intensifica com a chegada do super El Niño, um fenômeno que pode trazer extremos de chuva e seca. Produtores rurais estão se preparando para lidar com essas condições adversas, que afetam tanto o campo quanto as cidades.

Preparação no campo

Lucas Sigefredo, um agricultor da Grande Belo Horizonte, cultiva frutas e hortaliças em um sistema que prioriza a regeneração do solo. Ele usa eucaliptos podados como cobertura orgânica, ajudando a conservar a umidade e regular a temperatura da terra. Segundo Lucas, quem adota práticas de agrofloresta e biodiversidade tem mais resiliência para enfrentar os desafios climáticos que se aproximam.

Impactos do super El Niño

O super El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, causando chuvas acima da média na Região Sul e secas no Norte e Nordeste do Brasil. No Centro-Oeste e Sudeste, o fenômeno provoca calor intenso e chuvas irregulares. Pedro Loyola, pesquisador da FGV, recomenda o planejamento estratégico, como o plantio escalonado, para minimizar riscos associados a eventos climáticos extremos.

Consequências nas cidades

A segurança nas áreas urbanas também é afetada. Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, já enfrentou enxurradas e deslizamentos de terra em 2025, resultando em tragédias. Para evitar desastres semelhantes, a Defesa Civil está mobilizando equipes para realizar vistorias em áreas de risco, antecipando-se a possíveis problemas.

Prevenção e planejamento

Marcelo Seluchi, do Cemaden, enfatiza a necessidade de planos de contingência nos municípios, especialmente em relação a chuvas intensas que podem causar inundações e deslizamentos. Estruturas como comportas e reservatórios devem ser adequadas para enfrentar os impactos esperados nos próximos meses.

Colaboração entre estados

No Rio Grande do Sul, que sofreu com enchentes devastadoras há dois anos, o sistema de proteção foi atualizado e forças de segurança da Região Sul estão se unindo para treinamentos. O coronel Jeferson de Souza, do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, destaca a importância de alinhar protocolos entre os estados para uma resposta eficaz às emergências climáticas.