A Espanha é bicampeã do mundo. Neste domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA), a seleção espanhola venceu a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, e conquistou a Copa do Mundo 2026 — o segundo título mundial de sua história, 16 anos depois da conquista na África do Sul, em 2010.

O jogo fez jus ao peso da decisão. Melhor em campo na maior parte do tempo, a Espanha pressionou, criou as principais chances e esbarrou na defesa argentina durante os 90 minutos regulamentares. A resposta veio na prorrogação: Ferran Torres aproveitou a insistência espanhola e marcou o gol que decidiu o Mundial.

Do outro lado, a derrota encerra um ciclo histórico. Campeã em 2022 no Catar, a Argentina viu ser interrompida sua sequência invicta em jogos de Copa do Mundo e fica com o vice-campeonato. Para Lionel Messi, que disputou a decisão aos 39 anos, o torneio marca a provável despedida de Copas — com recordes acumulados e o título de 2022 na bagagem.

A final também simbolizou a passagem de bastão entre gerações: de um lado o argentino, maior nome do futebol das últimas duas décadas; do outro, o espanhol Lamine Yamal, símbolo da nova safra que agora chega ao topo do futebol mundial.

O título coroa a edição mais ambiciosa da história do torneio: a Copa do Mundo 2026 foi a primeira disputada por 48 seleções e a primeira organizada por três países — Estados Unidos, México e Canadá.

Com a taça, a Espanha se junta ao grupo de seleções com mais de um título mundial e fecha o ciclo de uma geração que já havia conquistado a Eurocopa. Para a Argentina, fica a marca de duas finais consecutivas — e a certeza de que a reconstrução pós-Messi começa agora.