O dólar comercial abriu esta quarta-feira (15/7) cotado a R$ 5,08, apresentando pouca alteração em relação ao fechamento anterior. Após uma leve oscilação inicial, a moeda americana estabilizou-se novamente nesse patamar. Por outro lado, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, iniciou o pregão em baixa, recuando cerca de 0,42%, aos 176,6 mil pontos.
Reação ao setor de serviços
A queda do Ibovespa é influenciada pela divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, que revelou um recuo de 0,4% no setor em maio em comparação a abril. Esse resultado ficou aquém das expectativas do mercado, que previa um crescimento de 0,1%, apontando para uma desaceleração da atividade econômica no Brasil.
Impacto nas taxas de juros
Os dados fracos da atividade econômica são monitorados de perto pelos investidores, pois podem impactar a trajetória da taxa básica de juros. Uma atividade econômica mais fraca tende a aumentar as apostas de flexibilização monetária pelo Banco Central nos próximos meses.
Perguntas sobre o futuro da Bolsa
De acordo com Rebecca Nossig, analista de investimentos da Nomad, a bolsa brasileira começou sem uma direção clara, seguindo a sessão anterior que fechou em alta de 0,51%. Essa alta foi impulsionada pela deflação inesperada do CPI americano, que aliviou as expectativas de aperto monetário pelo Federal Reserve, beneficiando ativos de risco globalmente.
Cenário internacional
No cenário internacional, o clima é de otimismo cauteloso. Os futuros das bolsas americanas apresentam leve alta, enquanto investidores aguardam os resultados financeiros das grandes instituições financeiras dos EUA. A atenção também se volta para o PPI, índice de preços ao produtor, que caiu 0,3% em junho, reforçando a tendência de arrefecimento da inflação.
Mercado de petróleo e commodities
O petróleo está em alta nesta manhã, com o barril do tipo Brent sendo negociado próximo aos US$ 85 e o WTI em torno dos US$ 80. As commodities energéticas são sustentadas pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e preocupações sobre a oferta global.
Com a abertura do pregão brasileiro sem grandes destaques corporativos, os investidores devem continuar atentos aos desdobramentos do cenário internacional, especialmente a divulgação de balanços nos EUA e os sinais sobre a política monetária do Federal Reserve.




