No fechamento do pregão desta sexta-feira, o dólar apresentou uma queda significativa, encerrando a semana cotado a R$ 5,10, com um recuo de mais de 1%. O movimento se deu em um contexto de maior apetite por risco por parte dos investidores, que refletiu a recuperação das moedas de países emergentes.
Desempenho do Dólar no Mercado
O dólar comercial encerrou a sessão com uma desvalorização de 0,28%, com a cotação a R$ 5,1084. Durante o dia, a moeda alcançou uma mínima de R$ 5,0989 e uma máxima de R$ 5,1276. Ao longo da semana, o dólar teve um recuo acumulado de 1,15% em relação ao real.
Influência das Tensões Geopolíticas
As recentes tensões no Oriente Médio, especialmente entre Estados Unidos e Irã, pressionaram o câmbio brasileiro, mas sinais de que as negociações poderiam ser retomadas acalmaram o mercado. A normalização do cenário geopolítico ajudou a aumentar o apetite por risco, beneficiando o real em comparação a outras moedas emergentes.
Expectativas Relacionadas ao IPCA
O desempenho positivo do real também pode ser atribuído ao rali de ativos locais, impulsionado pelos resultados do IPCA de junho, que apresentou uma alta de apenas 0,16%, abaixo das expectativas do mercado. Essa desaceleração em itens relevantes para a política monetária do Banco Central aumentou as chances de um corte na Selic na próxima reunião do Copom.
Perspectivas para a Selic e o Real
Analistas do mercado estão precificando uma alta probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic em agosto, com quase 50% de chance de um novo corte na reunião de setembro. Contudo, o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos deve continuar alto, limitando a desvalorização do real mesmo com a flexibilização monetária.
Previsões para o Futuro
Gilberto Hernandez-Gomez, estrategista do BBVA, acredita que a volatilidade política nas próximas eleições pode impactar o câmbio, projetando uma desvalorização gradual do real até R$ 5,40 até o final de 2026. A expectativa é que as incertezas políticas influenciem as decisões de investimento, mantendo os juros altos no Brasil a curto prazo.




