Um estudo recente divulgado no Canadian Medical Association Journal sugere que o aumento do acompanhamento pós-parto pode diminuir complicações graves em até um terço. A pesquisa destacou que a sepse é a principal causa de morbidade nesse período, que é definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como os 42 dias seguintes ao parto.
Complicações Maternas
As comorbidades maternas, que frequentemente resultam em altas taxas de mortalidade e internação, requerem estratégias de prevenção e tratamento precoces. A ginecologista e obstetra Fernanda Sawaguchi Faig, do Einstein Hospital Israelita, ressalta que eventos graves podem ocorrer após a alta hospitalar.
Dados do Estudo
A pesquisa analisou aproximadamente 1 milhão de nascimentos na província de Ontário, Canadá, entre 2012 e 2021. As complicações mais frequentes incluem hemorragia, pré-eclâmpsia e sepse, além de AVC, ruptura uterina e condições cardíacas. Cerca de 30% dos problemas ocorreram no puerpério.
Importância do Acompanhamento
Embora a gravidez e o parto possam ter ocorrido sem intercorrências, complicações ainda podem surgir. Fernanda cita exemplos como endometrite, infecção de ferida operatória e hemorragia secundária. No Brasil, a infecção puerperal é uma das principais causas de morte materna, destacando a necessidade de um acompanhamento mais frequente e prolongado.
Fatores de Risco
Entre os fatores que aumentam o risco de complicações estão obesidade, hipertensão e diabetes, além de cesarianas e gestantes de primeira viagem. A ginecologista observa que essas condições se assemelham à realidade brasileira, onde as desigualdades no cuidado materno ainda persistem.
Sinais de Alerta
É crucial que as mulheres conheçam os sinais que requerem atenção médica imediata. Durante a gestação, devem estar atentas a sangramentos, dores de cabeça intensas, falta de ar e febre. No pós-parto, sinais como sangramento excessivo, corrimento vaginal com mau cheiro e pressão arterial elevada são motivos para buscar atendimento.




